Kintsugi e as Terapias Psicológicas
Kintsugi (em japonês "carpintaria com ouro") é a arte japonesa de reparo com ouro.
Trata-se de uma antiga técnica para consertar objetos frágeis de cerâmica quebrados, rompidos ou com rachaduras, usando a resina da árvore de laca e pó de ouro.
Com esta técnica, eles exaltam o dano na peça preenchendo as rachaduras com ouro.
Os japoneses acreditam que, quando algo já sofreu danos e, portanto tem uma história, fica mais bonito e único.
Nas tradições culturais orientais, embora atualmente estejam em curso algumas alterações decorrentes do processo de globalização, o velho é venerado por sua história e importância. Sejam coisas ou pessoas.
Parecem estar mais coerentes com o pensamento delineado por Bert Hellinger, que estabelece a prioridade para quem chegou antes, como sendo uma das ordens do amor universal.
Penso então em nossa cultura, onde a inversão destes valores já está em curso há muitas décadas, e aonde chega a ocorrer hoje uma excessiva valorização pelo novo, o inédito, que imediatamente se torna obsoleto e não mais digno de cultos ou venerações.
Esta inversão impacta diretamente nossa existência.
Ao longo de uma vida são inevitáveis os desencantos, as frustrações e as situações de mágoas, que vão deixando marcas profundas não só no pensamento, mas até mesmo visíveis no corpo, ou mesmo transformadas em doenças através do processo conhecido como somatização.
As Terapias Psicológicas atuam de forma muito semelhante ao Kintsugi, e através de suas técnicas, proporcionam o preenchimento das lacunas formadas, com aceitação, amorosidade e reconhecimento pelo esforço realizado.
Na cultura japonesa, as peças que recebem esta reparação comumente são mais valorizadas que as que estão intactas, porque sua estética trabalha mais com os conceitos de transitoriedade e impermanência do que com a beleza propriamente dita.
Ao contrário de nós que queremos sempre que as coisas voltem a ser como novas, eles querem mostrar que parte do nosso legado é aquilo que tentamos esconder com mais determinação: as nossas falhas e defeitos.
Ao invés de se envergonhar pelas “feridas” expostas, as terapias psicológicas buscam significá-las para que seja uma celebração constante da vida cotidiana. Dos pequenos e grandes erros que cometemos e da possibilidade de aprender com isso.
Wilson Padua
A arte da magia aliada a arte de ser verdadeira. O milagre está em vc reconhecer que a maior magia esta em sua atitude. Sonhos são essênciais, o que não podemos nos permitir, é viver apenas fantasiando, sem nada fazer...ficarmos esperando que tudo se resolva, sem sair da zona de conforto...
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sábado, 10 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
SOU MULHER, SOU BRUXA !
Me libertei das fogueiras da Inquisição e hoje em meu peito trago a honra da minha Alma Pagã
Fui apontada, julgada e queimada por carregar a minha própria sabedoria.
Neguei-me a assumir o papel de Bruxa, não me considerava a Mulher Má à qual tinha o Pacto com o Diabo...
Considerava-me a Mulher conhecedora das ervas curativas, dos banhos, dos chás, dos cristais, das essências... Meus feitiços, minha magia, era o conhecimento e a poção principal era o AMOR
Considerava-me a mulher Sábia, Filha e Sacerdotisa da Grande Mãe, Senhora dos ventos, das águas, da terra, do fogo.
Conhecia meus ciclos e notava que os mesmos eram iguais os ciclos da Natureza, assim observando em silêncio suas manifestações aprendi que os seus ciclos eram os meus ciclos, na qual se alinhavam com o Céu e a Terra
Observava a LUA e a tinha como uma Grande Estrela Guia, sentia o pulsar da Grande Mãe em meu peito
Não me julgava, não me aniquilava e carregava comigo o Legado de minhas ancestrais
As mulheres eram minhas aliadas, e juntas compartilhávamos da mesma energia, e da mesma sabedoria.
A sexualidade era Sagrada e não me sentia culpada por sentir prazer e pela minha sensualidade feminina
Eu era Mulher e fui considerada bruxa por carregar uma Sacralidade que o Patriarcado não entendeu e nunca entenderá
E hoje liberta das fogueiras da inquisição, se essas caraterísticas da Mulher eram os motivos de ser chamada de Bruxa...
Em reverência, em honra ao meu passado, resgato o que eu fui e o que EU SOU, acesso a minha Sabedoria Ancestral e dou meu grito de liberdade à uma sociedade que reprimi o que é NATURAL...
Sou Mulher, Sou Bruxa !
Carol Shanti
Me libertei das fogueiras da Inquisição e hoje em meu peito trago a honra da minha Alma Pagã
Fui apontada, julgada e queimada por carregar a minha própria sabedoria.
Neguei-me a assumir o papel de Bruxa, não me considerava a Mulher Má à qual tinha o Pacto com o Diabo...
Considerava-me a Mulher conhecedora das ervas curativas, dos banhos, dos chás, dos cristais, das essências... Meus feitiços, minha magia, era o conhecimento e a poção principal era o AMOR
Considerava-me a mulher Sábia, Filha e Sacerdotisa da Grande Mãe, Senhora dos ventos, das águas, da terra, do fogo.
Conhecia meus ciclos e notava que os mesmos eram iguais os ciclos da Natureza, assim observando em silêncio suas manifestações aprendi que os seus ciclos eram os meus ciclos, na qual se alinhavam com o Céu e a Terra
Observava a LUA e a tinha como uma Grande Estrela Guia, sentia o pulsar da Grande Mãe em meu peito
Não me julgava, não me aniquilava e carregava comigo o Legado de minhas ancestrais
As mulheres eram minhas aliadas, e juntas compartilhávamos da mesma energia, e da mesma sabedoria.
A sexualidade era Sagrada e não me sentia culpada por sentir prazer e pela minha sensualidade feminina
Eu era Mulher e fui considerada bruxa por carregar uma Sacralidade que o Patriarcado não entendeu e nunca entenderá
E hoje liberta das fogueiras da inquisição, se essas caraterísticas da Mulher eram os motivos de ser chamada de Bruxa...
Em reverência, em honra ao meu passado, resgato o que eu fui e o que EU SOU, acesso a minha Sabedoria Ancestral e dou meu grito de liberdade à uma sociedade que reprimi o que é NATURAL...
Sou Mulher, Sou Bruxa !
Carol Shanti
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